Registo de horas por projeto, a forma mais simples de saber quanto rende cada cliente

Numa empresa que vende tempo, seja uma consultora, uma agência, um gabinete de engenharia ou de arquitetura, ou uma equipa de software, a pergunta mais importante do mês é também a mais difícil de responder. Quanto rendeu, de facto, cada cliente?

A resposta costuma chegar tarde, quando o projeto já fechou, ou não chega de todo. E quase sempre pela mesma razão. As horas vivem num sítio, as tarifas noutro e a faturação num terceiro, e juntar os três exige uma tarde que ninguém tem.

Este artigo trata das horas por projeto e por cliente, que servem a gestão. O registo dos tempos de trabalho exigido pelo Código do Trabalho, com as horas de entrada e de saída, é outra obrigação, com regras próprias.

Porque a margem aparece tarde

Há três situações que aparecem em quase todas as empresas de serviços que acompanhamos.

O mínimo que vale a pena registar

O erro mais comum é pedir demasiado. Um registo que funciona tem apenas seis campos.

  1. Quem trabalhou.
  2. Em que dia.
  3. Para que cliente e projeto.
  4. Em que tarefa.
  5. Quantas horas.
  6. Se essas horas são faturáveis ou não.

Tudo o resto, como descrições longas ou categorias detalhadas, pode vir depois, se fizer falta.

Um exemplo em números

Imagine um projeto vendido por 8.000 euros, com 120 horas previstas e um custo médio de 25 euros por hora. No papel, o custo é de 3.000 euros e a margem de 5.000 euros, cerca de 62%.

Com as horas registadas, descobre-se a meio do projeto que já foram gastas 150 horas e que o fecho vai chegar às 180. O custo sobe para 4.500 euros e a margem desce para 3.500, cerca de 44%. A diferença, 1.500 euros, só é visível para quem regista. E quem a vê a meio do projeto ainda vai a tempo de conversar com o cliente sobre o âmbito, em vez de a descobrir no fecho.

Porque as equipas não registam horas

Quando o registo falha, raramente é por má vontade. É por atrito. Três mudanças costumam resolver.

Das horas à pré-faturação

Com as horas registadas e aprovadas, o passo seguinte é natural. As horas faturáveis de cada cliente passam a ser a base da pré-fatura do mês, e a pró-forma segue para o contabilista ou para o software de faturação certificado, sem ninguém copiar números de uma folha para outra.

Foi para isto que criámos o Engi360, a plataforma que usamos na Engibots para registar horas por tarefa, acompanhar a margem de cada projeto e preparar a pré-faturação. Se quiser aprofundar o tema, escrevemos também sobre porque consolidar horas, férias, projetos e pré-faturação numa só plataforma.