Automação inteligente na logística e distribuição: onde está o maior retorno

Na logística e na distribuição, o maior retorno da automação está habitualmente no back office, e não na movimentação física. Registo de documentos, transcrição de dados entre sistemas, reconciliação de movimentos e produção de relatórios consomem horas qualificadas em tarefas que não acrescentam valor. São processos com volume elevado e regras claras, exactamente o perfil onde a automação inteligente paga o investimento mais depressa. A automação física, como o picking assistido por inteligência artificial, é relevante, mas exige investimento e maturidade superiores.

Onde está o desperdício, na verdade

É tentador associar logística a armazém e transporte. Mas, numa PME de distribuição, o tempo perdido concentra-se muitas vezes na administração da operação. Cada encomenda gera documentos que alguém lê e transcreve, cada recebimento exige conciliação, cada cliente pede informação que obriga a montar um relatório. Este trabalho é invisível nas métricas operacionais, mas pesa no custo e na velocidade.

Processos típicos a automatizar

RPA, integração ou IA

Não existe uma tecnologia única para a logística. A escolha depende de cada processo:

Na prática, as soluções mais robustas combinam as três, com a integração como base, a automação robótica para o que não tem API e a inteligência artificial para o que exige interpretação.

Como priorizar

Um critério simples para ordenar os processos candidatos:

O primeiro projecto deve maximizar estes quatro factores, para gerar retorno cedo e criar confiança para os seguintes (ver por onde começar a automatizar).

Perguntas frequentes

A automação na logística é só para grandes operadores?

Não. Os processos de back office, onde está o maior retorno, existem em PME e são acessíveis de automatizar.

Preciso de mudar o meu ERP?

Habitualmente não. A automação e a integração somam-se ao ERP existente.

Por onde começar?

Pelo processo com mais volume, regras mais claras e maior custo manual.