Empack e Logistics & Automation Porto 2026: o balanço da Engibots

A Engibots marcou presença na Empack e Logistics & Automation Porto 2026, a feira de referência nacional para as indústrias da embalagem, da intralogística, da automação e do transporte. A edição decorreu nos dias 22 e 23 de abril na EXPONOR, em Matosinhos, e assinalou os dez anos do evento. A principal conclusão para quem trabalha em automação inteligente de processos e inteligência artificial é simples. A discussão deixou de ser sobre se a inteligência artificial vai entrar nas operações logísticas e passou a ser sobre que processos automatizar primeiro e como o fazer com fiabilidade.

A feira em números

A 10.ª edição da Empack e Logistics & Automation Porto reuniu cerca de cem marcas no Pavilhão 6 da EXPONOR, ao longo de dois dias de exposição e conferências. De acordo com o balanço da organização, o segmento da robótica e da automação foi o que reuniu mais expositores, à frente da embalagem sustentável e da embalagem industrial e de protecção. É um sinal claro de para onde o investimento do sector se está a mover.

A par da exposição, a edição reforçou o programa de conferências, com fóruns temáticos dedicados a sectores relevantes para a economia portuguesa e à transformação do imobiliário logístico e industrial. A próxima edição já tem data marcada, nos dias 28 e 29 de abril de 2027.

O que dominou as conversas

Três temas atravessaram a maioria das conversas no recinto:

A leitura da Engibots

A nossa leitura parte de uma distinção que nem sempre é evidente num recinto cheio de robótica. O movimento físico das mercadorias, em armazéns e linhas, é apenas metade da operação. A outra metade é o fluxo de informação que corre em paralelo, e é aí que a Engibots actua. Não fazemos robótica industrial. Fazemos automação inteligente de processos, integração de sistemas, inteligência artificial e, mais recentemente, analítica.

A ligação ao mundo da indústria e da logística é, por isso, uma sinergia natural. São empresas com elevado volume de processos administrativos e documentais: caixas de correio partilhadas difíceis de acompanhar, encomendas e orçamentos transcritos à mão, documentos financeiros, reconciliação de movimentos e relatórios produzidos manualmente. Enquanto a robótica de armazém trata do que se move, este trabalho de retaguarda continua a consumir horas que não acrescentam valor. É precisamente aqui que a automação inteligente paga o investimento mais depressa (ver automação inteligente na logística e distribuição).

A par da automação, a leitura dos dois dias reforçou uma segunda prioridade: ter informação fiável para decidir. De pouco serve eliminar trabalho manual se os dados continuam dispersos por vários sistemas. É essa a aposta por detrás da nossa camada de analítica, que permite interrogar a informação da operação em linguagem natural, sem depender de relatórios fechados (ver o EngiAnalytics).

O que isto significa para PME de logística e distribuição

Para uma PME, a mensagem útil da feira não é comprar a tecnologia mais avançada. É começar pelo processo certo. Um bom primeiro caso de automação tem volume elevado, regras claras e poucas excepções, e liberta tempo de equipas que estão a fazer trabalho repetitivo em vez de trabalho de decisão.

A par disto, a tendência de fundo é a passagem de bots rígidos para agentes de inteligência artificial capazes de lidar com variação e contexto (ver agentes de inteligência artificial). É uma evolução que abre a automação a processos que antes eram considerados demasiado variáveis.