Como dar acesso aos dados da empresa sem expor informação reservada

Para dar acesso aos dados da empresa sem expor informação reservada, comece por definir perfis por função e decidir, área a área e tabela a tabela, o que cada perfil pode consultar. Depois, escolha uma ferramenta que aplique essas regras antes de mostrar qualquer resposta e que registe quem perguntou o quê. A equipa deixa de depender de pedidos à área financeira, e nem todos passam a ver tudo.

Numa PME, o acesso aos dados costuma oscilar entre dois extremos. Ou cada número passa por uma ou duas pessoas que sabem tirar relatórios do ERP, e as perguntas esperam dias, ou alguém exporta tudo para uma folha de cálculo que circula por email e que, a partir daí, ninguém controla. Nenhum dos dois serve uma empresa que quer decidir com dados. Este artigo mostra como desenhar os acessos, que perfis fazem sentido e o que muda quando a equipa passa a perguntar aos dados em linguagem natural.

Porque é difícil dar acesso aos dados numa PME?

A dificuldade raramente é técnica. Está em decidir, para cada tipo de informação, quem precisa dela para trabalhar.

Como desenhar uma matriz de acessos aos dados?

Uma matriz de acessos é uma tabela que cruza as áreas de dados da empresa com os perfis de quem as consulta e indica, para cada combinação, se o acesso é permitido. É um documento simples, mas obriga a tomar as decisões que normalmente ficam por tomar.

  1. Liste as áreas de dados. Vendas, compras, stock, tesouraria, recursos humanos, clientes. Em cada área, identifique as tabelas ou os ficheiros onde a informação está.
  2. Classifique a sensibilidade. Por exemplo, informação geral, interna e reservada. Os salários e as margens por cliente costumam ser reservados.
  3. Defina perfis por função, não por pessoa. Direção, comercial, financeiro, operações. Quando alguém muda de funções, muda de perfil, e as regras acompanham-no.
  4. Preencha a matriz. Para cada perfil e cada área, decida se há acesso. Na dúvida, comece fechado e abra quando houver um pedido concreto.
  5. Reveja a matriz com regularidade. Uma vez por trimestre, ou sempre que entra uma fonte de dados nova.

Imagine uma empresa de distribuição com quatro perfis. A matriz poderia ficar assim.

Área de dadosDireçãoComercialFinanceiroOperações
Vendas por cliente e por artigoSimSimSimNão
MargensSimNãoSimNão
Stock e encomendasSimSimNãoSim
Tesouraria e pagamentosSimNãoSimNão
SaláriosSimNãoNãoNão

Este exemplo controla o acesso por tabela, ou seja, por área de dados. Algumas ferramentas permitem também filtrar por linha, para que cada vendedor veja só os seus clientes. É um nível de detalhe diferente, e convém saber qual dos dois a ferramenta escolhida aplica.

Que perfis de utilização fazem sentido?

Além do que cada pessoa pode ver, convém decidir o que cada pessoa pode fazer. Três perfis de utilização cobrem a maior parte das PME.

Os dois eixos combinam-se. Um analista da área comercial pode fazer as perguntas que quiser, mas só sobre as tabelas que a matriz lhe abre.

O que muda quando a equipa pergunta aos dados em linguagem natural?

Com uma ferramenta de análise conversacional, quem pergunta escreve em português e a ferramenta traduz a pergunta numa consulta à base de dados. Isto abre os dados a muito mais gente, e por isso as regras de acesso passam a contar ainda mais.

Escrevemos sobre este último ponto em como verificar as respostas de uma IA sobre os dados da empresa.

Que critérios usar para escolher a ferramenta?

Estes critérios ajudam a perceber se uma ferramenta respeita a matriz de acessos no dia a dia, e não só na demonstração.

Como o EngiAnalytics controla o acesso aos dados?

No EngiAnalytics, a plataforma de análise de dados conversacional da Engibots, perfis de acesso definem, tabela a tabela, o que cada pessoa pode consultar. Uma pergunta fora desse âmbito é recusada de imediato, sem expor a informação reservada.

Há três perfis de utilização, Administrador, Analista e Consulta, cada um com as suas capacidades. Quem analisa pergunta em linguagem natural e recebe a resposta no momento, e quem só consulta abre os relatórios e os painéis já guardados. Todas as perguntas ficam registadas, com quem perguntou, a fonte, a consulta executada, o número de linhas devolvidas, a duração e o desfecho, e os dados devolvidos não ficam guardados. A consulta SQL que deu origem a cada resposta pode ser aberta e copiada.

O EngiAnalytics liga-se a bases de dados MySQL e PostgreSQL, incluindo as de ERP e CRM que corram nesses motores, e a ficheiros CSV e Excel, sem migração nem substituição de sistemas. A plataforma pode correr na infraestrutura da organização ou na da Engibots e, quando os requisitos de segurança o exigem, também o modelo de inteligência artificial pode ficar na infraestrutura da organização.

Um bom ponto de partida é desenhar a matriz para três áreas de dados e dois perfis, testá-la durante um mês e só depois alargá-la. A equipa ganha autonomia para perguntar, e a direção sabe exatamente quem vê o quê.

Perguntas frequentes

O que é uma matriz de acessos aos dados?

É uma tabela que cruza as áreas de dados da empresa com os perfis de quem as consulta e indica, para cada combinação, se o acesso é permitido. Serve para tomar as decisões de acesso uma vez e por escrito, em vez de caso a caso.

É melhor dar acesso por pessoa ou por função?

Por função. Os perfis definidos por função acompanham as mudanças na equipa, e quando alguém muda de funções basta mudar-lhe o perfil.

Qual é a diferença entre controlar o acesso por tabela e por linha?

Por tabela decide-se que áreas de dados cada perfil consulta, por exemplo vendas sim e salários não. Por linha decide-se que registos de uma tabela cada pessoa vê, por exemplo só os seus clientes. São níveis diferentes, e convém confirmar qual deles a ferramenta aplica.

O que deve acontecer quando alguém pergunta sobre dados a que não tem acesso?

A pergunta deve ser recusada de imediato, sem mostrar nem deixar adivinhar a informação reservada, e o pedido deve ficar registado.

O EngiAnalytics guarda os dados devolvidos nas respostas?

Não. Todas as perguntas ficam registadas, com quem perguntou, a fonte, a consulta executada, o número de linhas devolvidas, a duração e o desfecho, mas os dados devolvidos não ficam guardados.